Mostrando postagens com marcador Contos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Contos. Mostrar todas as postagens
16 julho 2017

[Resenha] Love is in the air - @Ler_Editorial

Nome: Love is in the air
Autor(a): Eva Zooks, Tamires Barcellos, Catarina Muniz, Paola Scott
Páginas: 264
ISBN: 9788568925454
Editora: Ler Editorial
Ano de lançamento: 2017
Gênero: Contos
Comprar: Amazon

Ah, o Amor! As dificuldades, os calafrios, os encontros inesperados, os pensamentos loucos... Nos quatro contos de Love is in the air você vai conhecer lindas histórias, românticas e quentes, sobre esse sentimento cheio de altos e baixos. Eva Zooks, Tamires Barcellos, Catarina Muniz e Paola Scott apresentam contos ambientados em Londres — a terra da Rainha, do chá e de cenários incríveis — para você se apaixonar como nunca antes. "Eu, que já sou fã incondicional da literatura erótica e amo escrever um livro hot, adorei!" - Nana Pauvolih

Apesar de não ler muito livros de contos, é um tipo de livro que gosto bastante. Uma leitura que você pode ler de forma mais pausada, para passar o tempo e sem compromisso. Assim que soube do lançamento de "Love is in the air" fiquei muito curiosa e confesso que um tanto ansiosa quando o livro chegou, pois fazia tempo que não pegava um nesse estilo.

Composto por quatro contos, "Love is in the air" vai contar a história de casais apaixonados que fazem de tudo para viver esse sentimento.

No primeiro conto, "Lembranças de um outono em Londres", vamos ter uma mistura de romance, fé, fantasia e mitologia celta. Sendo bem sincera, foi o conto que menos gostei, principalmente pelo fato de não ter muita explicação sobre como os personagens chegaram àquele ponto e quando as coisas começam a ficar boas, ele simplesmente acaba.

Gabriela e Edmond são um casal de apaixonados que se encontram apenas uma vez por ano em uma data específica​ e quando esse encontro acontece, eles fazem tudo para ser inesquecível com cenas de muito amor, porém dessa vez não é isso o que acontece. Não darei muitos detalhes pois é um conto bem curtinho e tudo pode ser considerado spoiler, então só lendo para entender melhor essa história.


Já no segundo conto temos algo completamente diferente e muito real. Preciso dizer que esse foi o meu conto preferido e quando acabei fiquei implorando por mais. 

Em "Sussurros do Coração", vamos conhecer Samantha, uma jovem sonhadora amante da leitura. Samantha vem de uma família muito conservadora, daquele tipo que a opinião das pessoas vale mais do que qualquer coisa. Para facilitar as coisas, todos do bairro onde Samantha mora são desse jeito.

Então quando a chegada de um novo vizinho cheio de tatuagens e de aparência suspeita, chama bastante atenção. Tanta atenção que os pais de Samantha resolvem limitar as visitas dela á biblioteca para não ter contato com ele.

No entanto, quando Samantha sofre um acidente e quase é atropelada, quem a salva é exatamente esse novo vizinho, Henry. E bom, a partir daqui a relação desses dois muda completamente.


O terceiro conto é um bastante do estava imaginando. "A mania da ninfa" se passa no hospital e é narrado Richard, ele está fazendo residência no hospital St. Mary, onde Elizabeth, ou Liz, como é conhecida, trabalha. Uma linda mulher um tanto quanto fechada aos outros e esconde um grande segredo. Porém, ao percebe os sumiços dela, com a ajuda de alguns amigos do hospital, Richard vai acabar descobrindo que ela é ninfomaníaca.

Após essa descoberta, Richard se aproxima de Liz e eles vão ser tomados por uma força muito maior, a qual será quase impossível controlar. Mas as coisas não serão tão fáceis para esses dois.

“Olho para trás, vejo todas as loucuras absurdas que vivemos juntos, rememoro todo o meu desejo por aventuras e percebo que Liz foi e é minha maior e melhor aventura”

No último conto, "Nos arredores de Londres", vamos conhecer Catarina, uma gaúcha que acaba de assinar um contrato como tradutora de uma editora brasileira e logo após isso parte para Londres afim de comemorar e realizar seus sonhos.

Ao chegar lá, ela vai conhecer Sebastian Woods, um autor britânico que está fazendo uma sessão de autógrafos em uma livraria. Eles acabam conversando e viram grandes amigos. A química entre eles é quase instantânea, porém vale ressaltar que Catarina está ali em busca de seus objetivos, não de um amor. O que nos leva a questão, será que ela mudaria de opinião por causa de seus sentimentos? Bom, isso só lendo para saber.


Fazia tempo que não lia um livro de contos que me prendesse do início ao fim. Como disse no início, não é o tipo que livro que leio com frequência, porém gosto bastante.

Eu estou completamente apaixonada pelo trabalho que a editora fez com o livro, a capa é a coisa mais linda. Adorei a organização da Beatriz, ela me apresentou essas autoras maravilhosas e eu já quero ler outras obras delas.

Prometo não me alongar muito mais, pois essa resenha já está ficando enorme, então vou deixar aqui minha dica, leiam! É um ótimo livro para quem está procurando algo mais leve para fugir da rotina e claro, se apaixonar!


Esse livro foi uma cortesia da editora.

Beijos!

04 janeiro 2012

Pra sempre com você

Eu não sei muito bem como aconteceu. Só me lembro que naquele dia eu queria ficar sozinha para desfrutar do meu livro favorito, então fui para a biblioteca e sentei na última carteira do lado leste, ninguém gostava daquele lugar, pois ali ficavam as enciclopédias e os livros mais antigos e o cheiro de mofo era quase insuportável, esse era um dos meus lugares favoritos. As pessoas não gostam de coisas velhas, mas pra mim, elas são mágicas, guardam sonhos, respiram segredos e cheiram à história. Assim, eu estava naquele cantinho lendo meu livro quando o vi pela primeira vez, bem, não exatamente o vi, ele estava parado do meu lado me fazendo alguma pergunta, porém eu permanecia tão distraída que nem percebi, só quando ele balançou meu braço me dei conta que tinha companhia. Eu levantei os olhos do romance à contra gosto e encontrei os olhos dele me fitando de maneira interrogativa, como se isso me surpreendesse, todos se espantavam com o fato de que quando eu começava a ler me desligava de tudo, no entanto o olhar dele tinha outra coisa também, um brilho caçoador e ao mesmo tempo curioso.
-Oi. - Ele falou me tirando do devaneio.
-Oi. -Disse com um ar de desinteresse.
Eu não ia ficar me derretendo toda só porque ele tinha dito “oi” pra mim. Eu nem o conhecia, nunca tinha o visto e ainda por cima queria voltar a minha leitura. Mas ao que parece ele não identificou meu desinteresse, pois logo voltou a falar.
-Eu sou novo aqui e estava procurando os livros da Jane Austen, me falaram que ficava nessa direção, mas não os encontrei. -Foi nesse momento que eu o olhei de verdade. Ele não parecia do tipo que gostava de romances calmos e sutis, muito pelo contrário, eu diria que ele preferia muito mais um caso de Sherlock Holmes, com suspense e mistério, ou talvez um romance policial com cenas de sexo.
Ele era alto e magro, só que ao mesmo tempo o seu corpo parecia forte e firme. Tinha mãos grandes, nariz cumprido, um pouco desproporcional ao rosto e cabelos que davam vergonha nos meus de tão lisos e negros, quase como o cair da noite, e chegavam ao meio das suas costas. Com certeza ele não se encaixava nos padrões de beleza, no entanto, naquele momento eu o achei lindo e...
-Então, você sabe onde fica? - Ele perguntou, me trazendo novamente para a realidade.
-Você não tem cara que curti Jane Austen. - Falei e me arrependi logo em seguida, pois o sorriso que ele deu foi de tirar o fôlego.
- Realmente não gosto muito, mas como cheguei à escola no meio do ano, a professora de literatura disse para eu ler qualquer livro dessa autora e fazer uma analise sobre a sociedade da época descrita por ela. - Ele disso isso com o mesmo sorriso relaxado que uns segundos antes tinham me tirado de órbita e fiquei surpresa por ainda conseguir responde-lo.
-Ah... Bom, os livros dela ficam na ala oeste e não leste, e se você quiser uma sugestão, eu leria Orgulho e preconceito. E mais fácil identificar o pulsar da sociedade londrina do século 18 por ele. -Falei de uma forma talvez um pouco efusiva demais, quase nerd. Tinha certeza que ao se virar para ir procurar a ala certa ele riria do meu discurso sobre o livro e a pulsação da sociedade, mas que tosco. Seria melhor ter perdido a fala...
-Então você pode me emprestar o seu?
- O que? - Perguntei meio atônita.
A pergunta dele tinha me pego desprevenida.
-Bom. - Ele falou sem jeito. – Eu reparei que é esse livro que você está lendo e que tem umas observações nas laterais das paginas. Talvez elas possam me ajudar. E que... Bem... Eu sinceramente não entendo nada desse tipo de leitura. Eu prefiro Sherlock Holmes. - Ele disse, e eu não pude conter uma gargalhada.
Mas logo percebi que ele fechou a cara, quem sabe pensando que eu estava rindo dele, então, ainda tentando me controlar expliquei que não estava rindo dele e sim do fato de ter pensado exatamente que o gosto para leitura dele fosse aquele.
Aquele dia foi inesquecível. Nós ficamos horas conversando, depois resolvemos que leríamos o livro juntos e eu o ajudaria a fazer o trabalho enquanto ele me ensinava coisas sobre astronomia e geografia, suas grandes paixões.
E assim o tempo foi passando, os dias, os meses, os anos... E ele teve que ir embora.
Eu não me lembro muito bem como aconteceu, eu só sei que me apaixonei por aquele garoto de 17 anos. Meio rebelde meio descolado. Meio contestador, meio antiquado. Meio tudo, mas perfeito pra mim.
Só que ele precisou ir embora, e agora eu estou novamente na ultima carteira da ala leste da biblioteca, no entanto, nada é como antes. Eu não sou mais uma aluna do colégio, agora sua a professora Olivia e esse não é mais o lugar que eu vinha para ficar sozinha, é o lugar que eu vinha para conversar com o Renato.
Dizem que com o tempo tudo passa, porém, faz 6 anos que eu o vi pela primeira vez, 3 anos que ele foi embora e em todo esse tempo meu amor só tem feito crescer a cada dia mais. Eu me lembro de cada momento nosso, cada risada, cada toque. É certo que as coisas mudam, mas eu não mudei tanto assim, ainda venho para essa ala da biblioteca ler meu livro favorito, que ainda é o mesmo e o cheiro de mofo não mudou muito ao longo desses anos, e...
-Eu sabia que te encontraria aqui - Eu ouvi alguém falando enquanto tocava no meu braço, mas eu não podia me iludir acreditando que aquele era o grande amor da minha vida, já tinham se passado tantos anos. Mesmo assim eu levantei meu rosto para ver quem estava falando e fitei os mesmos olhos de azeviche de 6 anos atrás.
-Re... Re... Nato. - Falei gaguejando.
-Eu não disse que voltava?-Ele perguntou. -Que não importava o quanto demorasse eu voltaria?Eu pedi que você cuidasse do meu coração pra mim. -Ele disse me levantando da cadeira. -Agora eu voltei para que nós cuidemos juntos dos nossos corações.
Então seus lábios encontraram os meus e naquele momento foi como se tudo não tivesse passado de um piscar de olhos.
-Eu tive que ir embora. -ele falou com a boca ainda colada na minha. -E sofri muito com isso, porque estava me afastando da mulher da minha vida.
-Eu sou a mulher da sua vida?-Perguntei. Eu sei que devia fazer muitas outras perguntas. Como por exemplo, porque ele nunca ligou... me escreveu, mas naquele momento a única coisa que eu pensava era que ele estava ali, com os lábios nos meus dizendo que eu era a mulher da vida dele e todo resto se apagou, toda desesperança, toda saudade.
-Olivia. -Ele falou, e meu nome parecia mel pronunciado por ele. -você é muito mais que isso... Você é a minha vida. Eu te amo. - e antes que eu pudesse falar alguma coisa a sua língua já tomava posse de tudo que era seu. E seus braços abraçaram a minha cintura como se nunca mais fosse soltar e eu me deixei colar no corpo do meu amor, porque era ali que eu pra sempre queria estar.

Conto escrito por Taiany Araujo

10 dezembro 2011

Como gosto de sangue...


Eu não sabia exatamente o que esperava daquele presente. Fiquei o observando por uns segundos sem saber o que pensar. Era simples, era lindo... Perfeito. Uma gargantinha com a corrente traçada de couro parecia que ela tinha sido feita a mão. Eu a tirei de dentro da caixinha para melhor ver o pingente, um papel dobrado que estava dentro da caixa caiu no chão, eu o peguei e desdobrei. A caligrafia era completamente bagunçada e algumas palavras até não davam para ler, mas eu conhecia aquelas letras, como conhecia a mim mesma.


“Não importa o que aconteça,

Não importa onde você esteja.

Meu coração sempre vai estar com você

E eu vou te amar eternamente...”


Quando terminei de ler lagrimas caíram dos meus olhos e mancharam a folha de papel. Guardei a gargantinha e o bilhete de volta na caixinha e coloquei num lugar que eu não pudesse mais vê-la, pelo menos naquela noite.
Ainda era cedo e eu não estava com sono, pequei meu ipod e deitei-me na cama, perdida em pensamentos fui pega de surpresa...
Eu estava na floresta, à escuridão pairava sobre mim e estava muito frio. Como eu tinha ido parar ali?
Eu caminhava sem saber exatamente aonde ir. Enquanto eu andava ouvia gritos um pouco distante, resolvi correr na direção deles.
Eu não consegui acreditar, não podia ser verdade, ela ia matá-lo. Uma vampira –ser que a pouco tempo eu descobri existir- ia matar o homem que eu amava,mesmo que nós estivéssemos brigados,eu ainda o amava.Nesse momento eu senti todas as minhas forças desaparecerem, de repente, eu não conseguia mais me mexer, estava fraca.
Ele olhou pra mim de um jeito triste e nos seus olhos havia um pedido de ajuda, mas eu não podia fazer nada.
As lagrimas escorriam pelo meu rosto sem parar, meu coração batia desesperadamente e eu estava completamente paralisada, pressa no lugar.
Ela parou de lutar por um instante como se tivesse dando uma chance pra mim, mais não o soltou.
Symon sorriu pra mim, um sorriso triste e ao mesmo tempo feliz.
-Isabell – ele falou – Me... desculpe – As palavras saiam de sua boca mais baixas que um sussurro.
-Solta ele! – gritei.
Ela apenas sorriu e balançou a cabeça num movimento negativo.
-Symon eu... Eu não – Comecei a falar entre lagrimas.
-Eu sei – Disse ele ainda sussurrando.
-Eu te amo – falei.
Ele fechou os olhos e sorriu depois os abriu novamente cheio de lagrimas.
-Eu também amo você e sempre vou amar – falou.
Nesse momento andei até ela e tentei tira-lo de suas mãos, porem ela me empurrou para longe e eu devo ter batido a cabeça em alguma coisa, pois, eu estava tonta e minha vista estava turva. Foi tudo tão rápido, que num minuto depois ela apertou o corpo dele com força e eu pude ver a agonia estampada em seu rosto.
-Não! Não! – gritei mais ela parecia se alegrar ao ver meu desespero sem poder sair do lugar.
E então aconteceu o que não queria o que me faria sofrer a vida inteira.
Com um golpe rápido ela o atingiu e seu corpo inanimado caiu no chão.


Esse foi o primeiro conto do blog, espero que tenham gostado!
Beijos.

© Devaneios de uma Alien • blog literário – Tema desenvolvido com por Iunique - Temas.in