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26 fevereiro 2016

[Resenha] Um Beijo Inesquecível - @editoraarqueiro

Nome: Um Beijo Inesquecível
Série: Os Bridgertons - Livro 7
Autor(a): Julia Quinn
Páginas: 272
ISBN: 9788580414851
Editora: Arqueiro
Ano de lançamento: 2016
Comprar: Saraiva, Livraria Cultura

Toda a alta sociedade concorda que não existe ninguém parecido com Hyacinth Bridgerton. Cruelmente inteligente e inesperadamente franca, ela já está em sua quarta temporada na vida social da elite, mas não consegue se impressionar com nenhum pretendente.
Num recital, Hyacinth conhece o belo e atraente Gareth St. Clair, neto de sua amiga Lady Danbury. Para sua surpresa, apesar da fama de libertino, ele é capaz de manter uma conversa adequada com ela e, às vezes, até deixá-la sem fala e com um frio na barriga.
Porém Hyacinth resiste à sedução do famoso conquistador. Para ela, cada palavra pronunciada por Gareth é um desafio que deve ser respondido à altura. Por isso, quando ele aparece na casa de Lady Danbury com um misterioso diário da avó italiana, ela resolve traduzir o texto, que pode conter segredos decisivos para o futuro dele.
Nessa tarefa, primeiro os dois se veem debatendo traduções, depois trocando confidências, até, por fim, quebrarem as regras sociais. E, ao passar o tempo juntos, eles vão descobrir que as respostas que buscam se encontram um no outro... e que não há nada de tão simples – e de tão complicado – quanto um beijo.

"Um beijo inesquecível" é o sétimo livro da serie "Os Bridgertons", livro da nossa querida Hyacinth, lembram daquela menininha que aparece nos livros anteriores? Ela mesma! Sempre gostei muito de Hyacinth e estava bastante ansiosa para ler esse livro, mas temo em dizer que infelizmente a leitura deste não foi tudo aquilo que imaginava.

Assim como todos os outros, o livro se passa em uma Londres do século XIX. Nele conhecemos Hyacinth já mais velha e com idade para se casar, porém até agora não encontrou um pretendente digno que a levasse a se casar. O fato é que depois de ver o casamentos de seus irmãos e a felicidade deles, ela acredita que um dia irá encontrar pelo menos um homem que proporcione a ela algo como o que espera.


Hyacinth é muito amiga de Lady Danbury (aquela senhora que bate a bengala nos pés de todo mundo) E nesse livro podemos ver o quanto elas são parecidas na personalidade, ambas teimosas e difíceis de lidar. Eu particularmente adorei Lady Danbury nesse livro, onde pude conhece-la melhor, ela é definitivamente um dos meus personagens favoritos em toda série dos Bridgertons.

Em uma noite, acompanhando sua cunhada no recital anual dos Smythe-Smiths ela encontra Lady Danbury que está a espera de seu neto, Gareth, que depois de muito a avó insistir(usando das piores chantagens) foi visita-la.


Garreth é daqueles mocinhos conturbados, ele teve uma vida difícil, perdeu a mãe muito cedo e foi criado apenas pelo pai que, não aguenta nem mesmo olha-lo nos olhos. Gareth já não mora com ele faz um tempo, recusando-se a casar com quem o pai determinou, ele saiu de casa e a única pessoa que o ajudou foi sua avó, junto com a pequena herança que sua mãe havia deixado para ele antes de morrer. Mas Gareth está além disso, com fama de libertino, ele logo causa comentários entre as famílias mais importantes sobre sua volta na cidade, afinal de contas, Gareth é um belo homem e qual mãe não ia querer ver sua filha casada com um homem desses, que possui um nome importante e talvez uma herança gorda?


Entretanto, numa terça-feira a tarde, consequentemente o dia em que Hyacinth visita Lady Danbury, Gareth resolve visitar sua avó e fica bastante surpreso ao encontrar a moça lendo um romance para ela. Mas o real motivo de sua visita é buscar ajuda da avó para descobrir algo mais sobre o velho diário que carregava, diário esse que pertencia a sua avó paterna e que pode conter vários segredos de família.

E Hyacinth, como boa moça que é, oferece sua ajuda para traduzir o diário, pois mesmo não sendo tão fluente no italiano, ela sabia alguma coisa que poderia ajuda-lo e esse, meus caros leitores, é o ponto crucial do livro, onde desencadeará muitas outras coisas, inclusive um romance entre nossos protagonistas.


Com certeza posso dizer que gostei livro, a história foge um pouco do clichê tão esperado, Julia Quinn traz personagens bem construídos e com personalidade forte. Diferente do livro anterior, este para mim não lá essas coisas e sinceramente falando não sei dizer se era eu e estava lendo o livro no momento errado, ou se isso aconteceria de qualquer forma.

Definitivamente o romance é o ponto alto de toda a trama, no entanto, o que mais chamou minha atenção é a aventura escondida nas páginas e as descobertas dos personagens. É um livro que possui mistério e uma especie de caça ao tesouro bem interessante. E assim como os outros livros da série, esse tem bastante drama familiar misturado com o que os livros da Julia tem de melhor.


Sobre a diagramação, ela está impecável. A Editora Arqueiro caprichou e dessa vez posso dizer que não encontrei nenhum erro chato que as vezes atrapalha a leitura e gente, essa capa é a coisa mais linda! Estou ansiosa para ler o próximo livro já!

Apesar de tudo e de minha leitura não ter sido como deveria, eu faço muitas indicações do livro, para quem gosta de romances e no caso deste, aventuras também. Recomendo que leiam e tirem suas próprias conclusões, porque Julia Quinn é a uma autora maravilhosa e seus livros costumam suprir todas as expectativas dos leitores.


Beijos!

26 janeiro 2016

[Resenha] O Conde Enfeitiçado - @editoraarqueiro

Nome: O Conde Enfeitiçado
Série: Os Bridgertons - Livro 6
Autor(a): Julia Quinn
Páginas: 304
ISBN: 9788580414400
Editora: Arqueiro
Ano de lançamento: 2015
Comprar: Saraiva, Livraria Cultura, Extra

Toda vida tem um divisor de águas, um momento súbito, empolgante e extraordinário que muda a pessoa para sempre. Para Michael Stirling, esse instante ocorreu na primeira vez em que pôs os olhos em Francesca Bridgerton.
Depois de anos colecionando conquistas amorosas sem nunca entregar seu coração, o libertino mais famoso de Londres enfim se apaixonou. Infelizmente, conheceu a mulher de seus sonhos no jantar de ensaio do casamento dela. Em 36 horas, Francesca se tornaria esposa do primo dele.
Mas isso foi no passado. Quatro anos depois, Francesca está livre, embora só pense em Michael como amigo e confidente. E ele não ousa falar com ela sobre seus sentimentos – a culpa por amar a viúva de John, praticamente um irmão para ele, não permite.
Em um encontro inesperado, porém, Francesca começa a ver Michael de outro modo. Quando ela cai nos braços dele, a paixão e o desejo provam ser mais fortes do que a culpa. Agora o ex-devasso precisa convencê-la de que nenhum homem além dele a fará mais feliz.
No sexto livro da série Os Bridgertons, Julia Quinn mostra, em sua já consagrada escrita cheia de delicadezas, que a vida sempre nos reserva um final feliz. Basta que estejamos atentos para enxergá-lo.

Definitivamente não sei porque demorei tanto tempo para ler outro livro da série "Os Bridgertons", já que gostei tanto do primeiro e sou completamente apaixonada por romances de época.

Em "O Conde Enfeitiçado" vamos conhecer Francesca, a sexta Bridgerton. Francesca casou recentemente com John e se tornou a Condessa de Kilmartin. John e Francesca tem uma relação muito boa de amor e amizade, os dois são a coisa mais linda e me conquistaram logo de cara. Ela, John e Michael formam o trio perfeito. Michael e John são primos, mas diferente de John, Michael não é rico e nem possui um titulo importante, porém para ele aquilo nunca foi um problema, vivia razoavelmente bem, saia as noites e tinha até uma certa fama, conhecido como o "Devasso Alegre" (porque será, né?).


Michael e Francesca sempre foram muito amigos. Aquele tipo de amizade com implicâncias, provocações, e boas risadas. Entretanto, ele era completamente apaixonado por Francesca, mas nem ela, nem ninguém soube disso, era algo que ele guardava somente para si e também de que adiantava já que ela era casada com seu primo, certo?

Em uma tarde qualquer, Michael acompanha Francesca numa caminhada, já que John estava se sentindo indisposto e quando chegam em casa Francesca se depara com seu marido imóvel sobre a cama, em outras palavras, morto. Confesso que para mim isso foi um choque já que tinha simpatizado tanto com casal. E antes que me perguntem, isso não é spoiler, pois está na sinopse do livro.


Depois do acontecido, a amizade de Michael e Francesca fica um pouco abalada. Ela precisava de consolo e de seu melhor amigo e ele não estava sabendo lidar com as próprias emoções, pois além de tudo isso, era o próximo na linha de sucessão para o titulo de Conde, algo que ele não almejava nem um pouco, a pressão sobre ele estava muito forte.

"Desejara Francesca. Apenas isso. Mas não dessa forma. Não àquele preço. Jamais invejara a boa sorte de John. Jamais invejara o título, o dinheiro ou o poder dele. Invejara apenas a sua mulher."

Passa um curto período de tempo, ele e Francesca se encontram de novo, um encontro nada agradável diga-se de passagem e Michael toma a decisão de ir para Índia, onde fica por quatro anos.


Quatro anos depois e Michael decide voltar para casa, agora um Conde, as coisas estão um pouquinho diferente para ele, mas ao reencontrar Francesca ele percebe que seus sentimentos por ela continuam os mesmos.

Contudo, logo após isso, todos insistem para que Michael se case, afinal de contas ele precisa de um herdeiro para seu título e tentam de várias formas apresentar as mulheres das melhores famílias para ele, mas mal percebem que a única mulher que quer está bem ali debaixo de seu nariz.


Mais uma vez Julia Quinn nos apresenta uma história encantadora, usando como cenário principal Londres do século XIX. Mas devo confessar que o livro demorou um pouquinho para me prender, até mais ou menos a página 100 eu estava achando o livro bom, porém apenas isso. Não aquela coisa que me fazia suspirar pelos personagens e me apaixonar pela história. Entretanto, de uma forma quase imperceptível, me vi num ótimo ritmo de leitura e depois disso não consegui mais larga-lo.

Antes de dar inicio a leitura, me disseram que esse não era o melhor livro da série "Os Bridgertons" e eu estava com certo receio de não gostar da história, mas resolvi tirar minhas próprias conclusões e vi que estava completamente enganada. Uma das coisas que mais gostei em toda a trama, foi o fato de que dessa vez era o mocinho que escondia seus sentimentos e não o contrario, como costumamos ver. Eu não consigo resistir de forma alguma a mocinhos literários, principalmente se eles forem como os personagens desse livro, contudo, só consigo pensar no quanto Michael é maravilhoso, além de passar momentos difíceis por esconder seus sentimentos e assumir o lugar do primo. Tudo muito conflitante, até mesmo para nós leitores.


O livro é narrado em terceira pessoa, a diagramação está simples, mas com um espaçamento bom, uma letra do tamanho certo e páginas amareladas, que só mantiveram a leitura agradável. Para mim, a capa deste livro é uma das mais bonitas, achei que combinou bastante, a editora manteve o mesmo padrão das outras, só preciso ressaltar que diferente dos outros livros, nesse encontrei alguns erros de revisão e em algumas partes me incomodou bastante.

Enfim, "O Conde Enfeitiçado" é um livro maravilhoso! Uma boa recomendação para quem gosta de romances de época, eu mesma sou completamente apaixonada e suspeita para falar. Divertido, apaixonante, encantador, fácil de ler! No entanto, só consigo pensar que a cada livro que leio de Julia Quinn tenho mais certeza de que ela é uma Jane Austen contemporânea.




Esse livro foi uma cortesia da editora.

15 julho 2015

[Resenha] O Duque e Eu - @editoraarqueiro

Nome: O Duque e Eu - Os Bridgertons Livro I
Autor(a): Julia Quinn
Páginas: 288
ISBN: 9788580411461
Editora: Arqueiro
Lançamento: 2013
Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta. Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida. 

Quando a Fernanda me deu esse livro eu faltei chorar de emoção, mas ela disse que eu terei de resenhar, então, foi quase como “MEU MUNDO CAIUUUUUUU”. Apesar de já ter feito resenhas, não é minha atividade favorita, no entanto, falar sobre O duque e eu, torna tudo mais colorido e feliz.

A nível de introdução, essa resenha está vindo completamente atrasada, então leiam e confiram as outras que fiz da série aqui, aqui, aqui e aqui, na ordem certa. E sem mais delongas, vamos ao meu ex-gago favorito, Simon Basset.

Simon foi um filho muito esperado, e sendo homem, era mais do que festejado seu nascimento, agora o ducado não se perderia. Mas a alegria logo se extinguiria, não só pelo fato da mãe do menino ter fugido com o amante, como também por Simon ser gago. Então vocês já devem imaginar com a infância dele foi difícil, solitária e infeliz.  Pensem num pai que acha que seu filho é filho do demônio e ainda deixa isso bem claro para a criança, e você terá o pai do Simon.

Enquanto isso, Daphne foi a quarta filha de uma família de oito filhos, cujos pais nunca confundiam os nomes e nem quais eram os mais velhos e mais novos, seus nomes seguem uma ordem de A à Z através da ordem de nascimento.  Não sei se acho essa ideia mega criativa ou tosca rs. Assim, quanto a sua infância, tirando a morte prematura do pai, Daphne não tinha do que reclamar. 

"Os Bridgertons são, sem dúvida, a família mais fecunda nos escalões superiores da sociedade. Tal diligência por parte da viscondessa e do finado visconde é elogiável, embora se possa chamar apenas de banal a escolha dos nomes de seus filhos. Anthony, Benedict, Collin, Daphne, Eloise, Francesca, Gregory e Hyacinth - a ordem, claro, é benéfica em todas as coisas, mas é de se pensar que pais inteligentes sejam capazes de manter os filhos na linha sem necessidade de ordenar os nomes pelo alfabeto."

Eis que o tempo passa, e nossa mocinha debuta (era quando as moças em idades de casar eram apresentadas a sociedade), no entanto, depois de quatro temporadas Daphne ainda não conseguiu um casamento, e isso não se dar pelo fato de que talvez ela não seja bonita, a questão é que ela sempre é vista como a amiga, a confidente, essas chatices todas que só quem já passou sabe como é.  Então quando o amigo do seu irmão propõe que eles finjam ser um casal para ele se livrar das mães que querem casar suas filhas, e para mostrar para os caras o que eles estão perdendo ao só verem a Daphne como amiga, é claro que ela aceita. Óbvio que o amigo do irmão é o Simon e a maneira que eles se conhecem é maravilhosa, além de já rolar um clima. Esse povo não perdia tempo.

"E foi então que uma ideia lhe veio à mente. Uma ideia estranha, louca e espantosamente maravilhosa. Talvez perigosa também, já que o obrigaria a estar na companhia dela por longos períodos de tempo, o que com certeza o deixaria numa condição permanentemente de desejo não realizado, mas Simon valorizava seu autocontrole acima de tudo, e tinha certeza de que poderia conter seus anseios básicos." 

Antony, o irmão mais velho e chefe da família não gosta nada disso, e vai aceitando o "relacionamento" da irmã muito a contra gosto, e quando pega os dois em uma situação constrangedora vê ai a oportunidade perfeita para fazer o que a tanto se segurava, dar uma boa surra em Simon, mas como não se brincava com a honra virginal, surra seria pouco, ele chama o mocinho para um duelo, estamos falando de um romance de família, então é claro que depois de muito drama, e disse me disse, tudo fica resolvido, segredos são trocados pelos enamorados, lágrimas são derramadas, socos são distribuídos, mais drama, nada de mortes e finalmente casamento.

Todas as cenas com a família são hilárias e tem muitos momentos de vergonha alheia, entretanto, o que me cativou mesmo, foi como aos poucos a Dafne vai penetrando no coração amargurado do Simon e como eles vão construindo o caminho para o coração um do outro. E vão aprendendo e ensinando coisas um para o outro também, como por exemplo, o Simon explicando para a Dafne o que acontece com um homem e uma mulher na noite de núpcias, o homem quase teve um treco, e coitada da mocinha, as explicações das mães nunca eram boas e elas não tinha internet para dar uma pesquisada.

"Violet soltou uma risada nervosa.
- Eu me esqueci de mencionar a parte sobre o bebê?
- Mamãe!
- Muito bem. Os seus deveres conjugais... quer dizer, a consumação... é como se fazem os bebês.
Daphne se apoiou na parede.
- Então a senhora fez isso oito vezes?
- Não!
Daphne ficou confusa. As explicações da mãe estavam sendo vagas demais, e ela ainda não sabia exatamente o que eram os tais deveres conjugais, mas alguma coisa não estava batendo." 

Esse é um livro super fofo e simples de ler, já perdi as contas de quantas vezes reli, e mesmo na sua simplicidade, a história te encanta e emociona.

Sendo uma das minhas séries favoritas, não indica-la seria impossível.  Por mim, todo mundo devia ler esse livro, se não for para ficar arrebatada como eu, pelo menos para passar um delicioso fim de semana.

"-Sim, tenho que fazê-lo - insistiu ele. - Eu... - Mas não pôde encontrar as palavras. Tinha muitas emoções em seu interior, muitos sentimentos ao mesmo tempo. - me deixe demonstrar isso - disse, com voz rouca-. me deixe lhe demonstrar o muito que quero a você."
LEIA A RESENHA DOS OUTROS LIVROS DA SÉRIE "OS BRIDGERTONS"

Esse livro foi uma cortesia da editora.


13 março 2015

[Resenha] Para Sir Phillip, Com Amor - @editoraarqueiro

Nome: Para Sir. Phillip, com amor
Autor(a): Julia Quinn
Páginas: 266
ISBN: 13: 9788580413625
Editora: Arqueiro
Ano de lançamento: 2015
Comprar: Saraiva, Submarino

Eloise Bridgerton é uma jovem simpática e extrovertida, cuja forma preferida de comunicação sempre foram as cartas, nas quais sua personalidade se torna ainda mais cativante. Quando uma prima distante morre, ela decide escrever para o viúvo e oferecer as condolências.
Ao ser surpreendido por um gesto tão amável vindo de uma desconhecida, Sir Phillip resolve retribuir a atenção e responder. Assim, os dois começam uma instigante troca de correspondências. Ele logo descobre que Eloise, além de uma solteirona que nunca encontrou o par perfeito, é uma confidente de rara inteligência. E ela fica sabendo que Sir Phillip é um cavalheiro honrado que quer encontrar uma esposa para ajudá-lo na criação de seus dois filhos órfãos.
Após alguns meses, uma das cartas traz uma proposta peculiar: o que Eloise acharia de passar uma temporada com Sir Phillip para os dois se conhecerem melhor e, caso se deem bem, pensarem em se casar?
Ela aceita o convite, mas em pouco tempo eles se dão conta de que, ao vivo, não são bem como imaginaram. Ela é voluntariosa e não para de falar, e ele é temperamental e rude, com um comportamento bem diferente dos homens da alta sociedade londrina. Apesar disso, nos raros momentos em que Eloise fecha a boca, Phillip só pensa em beijá-la. E cada vez que ele sorri, o resto do mundo desaparece e ela só quer se jogar em seus braços.
Agora os dois precisam descobrir se, mesmo com todas as suas imperfeições, foram feitos um para o outro. 

Eu fico tão emocionada em falar dessa série da Julia Quinn, porque comecei a ler quando ela ainda era publicada como romance de banca, e hoje vejo a linda diagramação que a Arqueiro está fazendo e como as pessoas estão gostando da história.


No quinto livro da Família Bridgerton, somos apresentados ao homem que dá título ao livro, Sir Phillip, um homem solitário e cheio de fantasmas, que tem medo de si e não sabe como criar os filhos. Mas tudo muda quando Eloise chega sem avisar a sua casa, disposta a deixar a solteirice para trás, nossa mocinha mostrará que era justamente o que Phillip precisava, alguém que acreditava nele.

Diferente dos outros livros em que romance e sedução eram um linha invisível que envolvia os protagonistas, "Para Sir Phillip Com Amor", o que une são a rotina da criação dos filhos, os ensinamentos sobre respeito, obediência e amor. Tudo isso porque meia dúzia de cartas foram trocadas.


Esteja preparado para aprender que somos muito mais que sombras dos nossos pais, somos únicos e melhor, somos mutáveis.

Uma vez me disseram que livros de romances não falavam sobre a realidade...estavam enganados, este fala.

Phillip: Querer uma esposa apenas para se livrar das responsabilidades inerentes à mulher, incluindo lidar com os filhos e comandar a casa. Um homem honesto, trabalhador, inteligente e sensível, mas que passou por traumas na infância e juventude que os assombram até hoje.

Eloise: Resolve ir atrás de um casamento, já que o casamento não vem até ela. Uma mulher segura de si, inteligente e com um coração enorme. Mas com língua afiada e uma opinião bem formada do que quer e como conseguir isso.

As crianças: Oliver e Amanda, gêmeos que perderam a mãe e que só querem a atenção e o amor do pai, mas, as maneiras que eles usam para conseguir isso são no mínimo, hilariantes.


Nunca me dei muito bem com as palavras.Era a inconfundível letra do Phillip e logo, em um canto, dizia:Vá a seu escritório.Intrigada, Eloise se levantou e saiu da sala de jantar. Um minuto depois, entrou em seu escritório.
E ali, em cima da mesa, havia outra nota.Mas tudo começou com uma nota, não é verdade?

O romance acontece por meio de cartas, e é ao mesmo tempo recheado de humor e drama, sendo o mais “sério” de todos até agora, uma vez que trata de temas como violência doméstica, negligência e afins.

Por fim, eu amei o livro, fazer o que se sou dessas que ama ler uma história de amor.

Este livro foi uma cortesia da editora.

09 outubro 2014

[Resenha] Os segredos de Colin Bridgerton - @editoraarqueiro

Nome: Os segredos de Collin Bridgerton - Os Bridgertons Livro IV
Autor(a): Julia Quinn
Páginas: 336
ISBN: 9788580413076
Editora: Arqueiro
Ano de lançamento: 2014
Comprar: Saraiva

Há muitos anos Penelope Featherington frequenta a casa dos Bridgertons. E há muitos anos alimenta uma paixão secreta por Colin, irmão de sua melhor amiga e um dos solteiros mais encantadores e arredios de Londres. 
Quando ele retorna de uma de suas longas viagens ao exterior, Penelope descobre seu maior segredo por acaso e chega à conclusão de que tudo o que pensava sobre seu objeto de desejo talvez não seja verdade. 
Ele, por sua vez, também tem uma surpresa: Penelope se transformou, de uma jovem sem graça ignorada por toda a alta sociedade, numa mulher dona de um senso de humor afiado e de uma beleza incomum. 
Ao deparar com tamanha mudança, Colin, que sempre a enxergara apenas como uma divertida companhia ocasional, começa a querer passar cada vez mais tempo a seu lado. Quando os dois trocam o primeiro beijo, ele não entende como nunca pôde ver o que sempre esteve bem à sua frente. 
No entanto, quando fica sabendo que ela guarda um segredo ainda maior que o seu, precisa decidir se Penelope é sua maior ameaça ou a promessa de um final feliz. 
Em Os segredos de Colin Bridgerton, quarto livro da série Os Bridgertons, que já vendeu mais de 3,5 milhões de exemplares, Julia Quinn constrói uma linda história que prova que de uma longa amizade pode nascer o amor mais profundo.

E mais um membro da família Bridgerton nos é apresentado. Agora é a vez do meu fofíssimo Colin jogar seu charme nas donzelas da alta sociedade, mesmo contra sua vontade, já que no auge dos seus 33 anos, casar ainda uma palavra que dá calafrios.

Neste livro passamos a conhecer melhor o irmão mais divertido dessa numerosa família, e vamos percebendo que ele é mais do que um rostinho bonito e um sorriso fácil, com suas questões e inseguranças que são expostas para nós ao mesmo tempo que são expostas para a Penélope, a sempre amiga e desengonçada Penélope.

Melhor amiga da Eloise (irmã do Colin - seu livro será o próximo, e é muiiiiiiiiiiiiiiiiito bom), Penélope já sabe que vai ficar para titia. Diferente das mocinhas dos livros anteriores, está já passou da "idade de casar", não é considerada bela e se veste como um bolo gigante (também com a mãe que ela tem).

Logo no começo da história descobrimos que a Penélope sempre amou o Colin, mas, é no decorrer do livro que vamos descobrindo como esse amor foi se construindo.

Cheio de romance, de empurrãozinho de  pessoas queridas e mistério, esse é um dos melhores livros dessa série, Até porque finalmente vamos descobrir quem é a Lady Whistledonw (sim, é exatamente quem vocês estão pensando). O que foi um choque imenso para mim porque eu desconfiava de qualquer pessoa menos aquela, mas que depois fez todo o sentido do mundo.

É claro que não posso deixar de citar a  Lady Danbury que teve fator decisivo para o desenrolar da história. Quando crescer quero ser como essa mulher. Então, acabem logo com a sua curiosidade e peguem esse livro para ler. Vale muito a pena!


Esse livro foi uma cortesia da Editora!




Resenhas dos outros livros da série:

01 junho 2014

[Resenha] O Visconde Que Me Amava - @editoraarqueiro

Nome: O visconde que me amava
Autor(a): Julia Quinn
Páginas: 304
ISBN: 9788580411973
Editora: Arqueiro
Ano de lançamento: 2013
Comprar: Saraiva

A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva.
Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela.
Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele.
Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração.
Considerada a Jane Austen contemporânea, Julia Quinn mantém, neste segundo livro da série Os Bridgertons, o senso de humor e a capacidade de despertar emoções que lhe permitem construir personagens carismáticos e histórias inesquecíveis.


O único ponto negativo do livro é o motivo do porque o mocinho não querer ficar com a mocinha. A explicação é tão boba que a vontade que sentimos é entrar no livro e bater na cara do Anthony para ver se ele se ficar esperto.

Então, para quem não sabe, eu já li essa série, e toda, faz muito tempo. Ela era mais uma série de romances de banca, mas a editora Arqueiro resolveu publica-la (louvada seja a editora Arqueiro). Assim, resolvi relê-la conforme os livros estão sendo publicados, e hoje vou resenhar o segundo livro, O visconde que me amava.

Em O duque e eu, já dá para ter um vislumbre de como é o nosso mocinho. O homem da casa, o irmão mais velho, o protetor. Nosso queridíssimo Anthony Bridgerton volta para casa resolvido a se casar e ter um herdeiro para passar o titulo de visconde, no entanto, se apaixonar está fora de questão. E porquê? Porque o Anthony colocou na cabeça que não vai viver mais de 38 anos (não vou estragar a surpresa de ninguém é contar o absurdo dessa loucura), e como ele não quer ver sua esposa sofre, amor está fora da cartilha.

Em toda a saga da família Bridgerton vemos como os homens têm relia a casamento, e nesse livro há uma cena que explicita muito bem isso. Quando o Anthony diz que quer se casar, seus irmãos Benedict e Colin reagem de maneira assustada, um cai literalmente de uma cadeira e o outro se engasga com uma azeitona. Para ter uma ideia do medo de casamento desses homens. Hahaha.

Mas como o Anthony ia morrer logo (quero bater na cabeça dele para ver se ele fica esperto) e não podia ficar fugindo do casamento para sempre, arrumar uma esposa razoavelmente bonita e não estupida era sua prioridade, e ele acha uma pessoa assim, o problema é que acaba se apaixonando pela irmã dela.
Katharine Sheffield não é considerada bela e não quer arrumar um marido, mas nos salões de Londres tudo é possível e o amor pode bater a sua porta mesmo sem você quer.

Pra quem pensa que os mocinhos se olham, se apaixonam e vivem felizes até que a morte os separem, devo dizer que não é bem assim. Os mocinho não se bicam, vivem brigando, discutindo, e passando por situações constrangedoras durante todo livro.

Irritante e diabólica são só uma das formas como o mocinho chama a Kate. Só que é ela que vai salva-los de seus pensamentos distorcidos, e ele irá salva-la de seus pesadelos.

O livro tem cenas hilárias, e os Bridgerton estão cada vez mais presentes na história.  Adorei rever o Simon e a Daphne, e adorei as participações do Colin. E aqui não tem nada de madrasta má e irmã odiosa, a Edwina, irmã da mocinha é uma florzinha que quer mais é ver a Kate feliz.

Mais uma vez somos agraciados com um epílogo, na verdade, com dois (todos pulam de alegria). Só acho que o segundo epílogo poderia ser usado no último livro e não no segundo, porque ele mostra todos os irmãos Bridgertons com seus respectivos cônjuges em meio a um competitivo jogo.

Julia Quinn é uma mestra, e nesse segundo livro isso é confirmado.

P.S.: Gostaria de me retratar com vocês. Este segundo epílogo ao qual me referi só está presente na edição de romance de banca, acredito que para as edições da Arqueiro a autora deixará esse epílogo para o último livro.


Esse livro foi uma cortesia da editora!



22 fevereiro 2014

[Resenha] Um perfeito Cavalheiro - @editoraarqueiro


Nome: Um perfeito Cavalheiro - Série Os Bridgertons ~ 3
Autor(a): Julia Quinn
Páginas: 304
ISBN: 9788580412383
Editora: Arqueiro - Ano de lançamento: 2014
Comprar: Saraiva

Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse é um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhce o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois, Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica. 

Esse livro podia começar com “Era uma vez...” porque é definitivamente um conto de fadas da família Bridgerton, não que os outros não o sejam, mas esse é a Cinderela de Julia Quinn.

Essa série (Família Bridgerton) era apenas mais um dos romances de banca, mas a editora Arqueiro resolveu publica-la (louvada seja a editora Arqueiro, rs), sendo este o terceiro livro da série. Quando eu o li, o nome do livro ainda era Te dou meu coração, mas depois de votações e negociações a editora publicou-o como Um perfeito Cavaleiro, particularmente prefiro o outro nome.

Mas vamos à história, nossa Gata Borralheira se chama Sophie Beckett, a filha bastarda do conde falecido de Penwood que antes de morrer casou-se, dando a Sophie uma madrasta e duas irmãs, e o nome madrasta nunca fez tão sentido quanto fazia agora para nossa pequena garotinha de 10 anos. Era uma tristeza aguardar e ansiar uma mãe como todo o coração e receber uma patroa.

Os anos passam e num ato de rebeldia, Sophie sai escondida de casa para ir ao badalado baile de máscaras na casa dos Bridgertons, acabando assim por conhecer o príncipe encantado que responde pelo nome de Benedict.

No entanto, como eu disse essa é a história da Cinderela e antes do “e eles viveram felizes para sempre” ainda há muitas coisas para acontecer, provações, desencontros, lágrimas e um sem fim de espinhos que vão moldando os contornos dessa história de amor.
Diferente do conto original, aqui o que se perde é uma luva e o reencontro só acontece depois de 2 anos. A mocinha passou a ser uma criada propriamente dita e o mocinho a salva de uma situação humilhante, sem, no entanto reconhece-la.

O livro é recheado de cenas legais e outras não tão legais assim, vez ou outra dá vontade de bater na cara dos mocinhos para ver se eles resolvem logo as coisas e fiquem juntos de uma vez por todas.

Um dos pontos altos da história é a família do Benedict (adoro a mãe dele, na verdade, adoro todos eles) que além de acolherem a Sophie ainda são essenciais para que a história tenha um final feliz.

Não vou falar mais nada para não dar spoiler. Quem quiser saber o que acontece entre a primeira troca de olhares dos protagonistas e o tão esperado “amo-o” deve ler o livro. Ele ainda não supera o belíssimo O duque e eu, mas vale a pena.

Ahhhh, vocês não perdem por esperar o próximo livro da série, se o primeiro foi belíssimo, o quarto será simplesmente encantador.



Esse livro foi uma cortesia da editora!

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