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26 fevereiro 2016

[Resenha] Um Beijo Inesquecível - @editoraarqueiro

Nome: Um Beijo Inesquecível
Série: Os Bridgertons - Livro 7
Autor(a): Julia Quinn
Páginas: 272
ISBN: 9788580414851
Editora: Arqueiro
Ano de lançamento: 2016
Comprar: Saraiva, Livraria Cultura

Toda a alta sociedade concorda que não existe ninguém parecido com Hyacinth Bridgerton. Cruelmente inteligente e inesperadamente franca, ela já está em sua quarta temporada na vida social da elite, mas não consegue se impressionar com nenhum pretendente.
Num recital, Hyacinth conhece o belo e atraente Gareth St. Clair, neto de sua amiga Lady Danbury. Para sua surpresa, apesar da fama de libertino, ele é capaz de manter uma conversa adequada com ela e, às vezes, até deixá-la sem fala e com um frio na barriga.
Porém Hyacinth resiste à sedução do famoso conquistador. Para ela, cada palavra pronunciada por Gareth é um desafio que deve ser respondido à altura. Por isso, quando ele aparece na casa de Lady Danbury com um misterioso diário da avó italiana, ela resolve traduzir o texto, que pode conter segredos decisivos para o futuro dele.
Nessa tarefa, primeiro os dois se veem debatendo traduções, depois trocando confidências, até, por fim, quebrarem as regras sociais. E, ao passar o tempo juntos, eles vão descobrir que as respostas que buscam se encontram um no outro... e que não há nada de tão simples – e de tão complicado – quanto um beijo.

"Um beijo inesquecível" é o sétimo livro da serie "Os Bridgertons", livro da nossa querida Hyacinth, lembram daquela menininha que aparece nos livros anteriores? Ela mesma! Sempre gostei muito de Hyacinth e estava bastante ansiosa para ler esse livro, mas temo em dizer que infelizmente a leitura deste não foi tudo aquilo que imaginava.

Assim como todos os outros, o livro se passa em uma Londres do século XIX. Nele conhecemos Hyacinth já mais velha e com idade para se casar, porém até agora não encontrou um pretendente digno que a levasse a se casar. O fato é que depois de ver o casamentos de seus irmãos e a felicidade deles, ela acredita que um dia irá encontrar pelo menos um homem que proporcione a ela algo como o que espera.


Hyacinth é muito amiga de Lady Danbury (aquela senhora que bate a bengala nos pés de todo mundo) E nesse livro podemos ver o quanto elas são parecidas na personalidade, ambas teimosas e difíceis de lidar. Eu particularmente adorei Lady Danbury nesse livro, onde pude conhece-la melhor, ela é definitivamente um dos meus personagens favoritos em toda série dos Bridgertons.

Em uma noite, acompanhando sua cunhada no recital anual dos Smythe-Smiths ela encontra Lady Danbury que está a espera de seu neto, Gareth, que depois de muito a avó insistir(usando das piores chantagens) foi visita-la.


Garreth é daqueles mocinhos conturbados, ele teve uma vida difícil, perdeu a mãe muito cedo e foi criado apenas pelo pai que, não aguenta nem mesmo olha-lo nos olhos. Gareth já não mora com ele faz um tempo, recusando-se a casar com quem o pai determinou, ele saiu de casa e a única pessoa que o ajudou foi sua avó, junto com a pequena herança que sua mãe havia deixado para ele antes de morrer. Mas Gareth está além disso, com fama de libertino, ele logo causa comentários entre as famílias mais importantes sobre sua volta na cidade, afinal de contas, Gareth é um belo homem e qual mãe não ia querer ver sua filha casada com um homem desses, que possui um nome importante e talvez uma herança gorda?


Entretanto, numa terça-feira a tarde, consequentemente o dia em que Hyacinth visita Lady Danbury, Gareth resolve visitar sua avó e fica bastante surpreso ao encontrar a moça lendo um romance para ela. Mas o real motivo de sua visita é buscar ajuda da avó para descobrir algo mais sobre o velho diário que carregava, diário esse que pertencia a sua avó paterna e que pode conter vários segredos de família.

E Hyacinth, como boa moça que é, oferece sua ajuda para traduzir o diário, pois mesmo não sendo tão fluente no italiano, ela sabia alguma coisa que poderia ajuda-lo e esse, meus caros leitores, é o ponto crucial do livro, onde desencadeará muitas outras coisas, inclusive um romance entre nossos protagonistas.


Com certeza posso dizer que gostei livro, a história foge um pouco do clichê tão esperado, Julia Quinn traz personagens bem construídos e com personalidade forte. Diferente do livro anterior, este para mim não lá essas coisas e sinceramente falando não sei dizer se era eu e estava lendo o livro no momento errado, ou se isso aconteceria de qualquer forma.

Definitivamente o romance é o ponto alto de toda a trama, no entanto, o que mais chamou minha atenção é a aventura escondida nas páginas e as descobertas dos personagens. É um livro que possui mistério e uma especie de caça ao tesouro bem interessante. E assim como os outros livros da série, esse tem bastante drama familiar misturado com o que os livros da Julia tem de melhor.


Sobre a diagramação, ela está impecável. A Editora Arqueiro caprichou e dessa vez posso dizer que não encontrei nenhum erro chato que as vezes atrapalha a leitura e gente, essa capa é a coisa mais linda! Estou ansiosa para ler o próximo livro já!

Apesar de tudo e de minha leitura não ter sido como deveria, eu faço muitas indicações do livro, para quem gosta de romances e no caso deste, aventuras também. Recomendo que leiam e tirem suas próprias conclusões, porque Julia Quinn é a uma autora maravilhosa e seus livros costumam suprir todas as expectativas dos leitores.


Beijos!

21 fevereiro 2016

[Resenha] Ligeiramente Escandalosos - @editoraarqueiro

Nome: Ligeiramente Escandalosos - Os Bedwyn Livro III
Autor(a): Mary Balogh
Páginas: 288
ISBN: 9788580414547
Editora: Arqueiro
Ano de lançamento: 2015
Comprar: Saraiva, Extra, Americanas

Freyja Bedwyn é uma mulher diferente das outras damas da alta sociedade: impetuosa e decidida, ela preza a independência e a liberdade acima de qualquer coisa – até mesmo do amor.
Até que o destino lhe apresenta Joshua Moore, o marquês de Hallmare, um homem cheio de charme e mistério, dono de uma beleza estonteante e de uma reputação terrível. Quando ambos se encontram a caminho da pacata cidade de Bath, a química entre os dois é imediata.
Entre encontros e desencontros, conflitos e provocações, Joshua faz uma proposta inusitada: pede que Freyja finja ser sua noiva, para evitar que uma artimanha de sua tia o leve a se casar com a própria prima.
Para uma dupla que acha graça das convenções sociais, esta parece ser a oportunidade perfeita para se divertir. Mas a brincadeira acaba trazendo consequências inesperadas. Aos poucos, suas máscaras vão caindo e ambos se revelam pessoas bem diferentes do que aparentam.
Neste terceiro livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh se aprofunda ainda mais nos segredos e desejos dessa família incomum e extremamente sensual.

Freyja, Freyja, Freyja.
Na verdade,  a gente conhece a Freyja antes da série "Bedwyn" propriamente dita. Há dois livros iniciais e é no segundo (Um verão inesquecível) que pela primeira vez vemos essa moça de cabelos loiros e sobrancelhas escuras, que afugenta todas as suas preceptoras e não fica para trás por nenhum cavalheiro,  mesmo que esses possam ser seus irmãos.

Então temos essa jovem sem papas na língua e tão altiva quanto felina, mas que esconde de todos um coração partido  e é para não deixar essa dor transparecer, que nossa mocinha resolve viajar para a pacata Bath, mas o que ela não esperava era encontrar alguém que não tem medo de quem ela se tornou.


Joshua Moore a primeira vista é um homem leviano e inconsequente, no entanto, é só olhar mais de perto para perceber que a superfície não é tão branda como parece, e que esse moço despretensioso carrega nas costas não só uma família que depende dele, como também segredos dolorosos. Sensível,  divertido e encantador,  tudo aquilo que torna um romance algo gostoso de se ler.

"Ligeiramente Escandalosos" vem para mostrar mais uma vez que os Bedwyn não são só uma família,  são uma força da natureza e que apesar do nariz marca registrada deles que os mesmos fazem questão de manter empinados e em destaque, o coração desses irmãos é o que os torna o que são.


Além disso, as cenas em que a Freyja e o Joshua brigam e se engalfinham, só perde para as cenas onde eles desnudam a alma e se entregam ao amor. E quando eles se unem em torno de um objetivo, ninguém consegue parar esse casal, ops, talvez só alguém, o meu querido Wulfric (mas ainda falta para o livro dele). Os dois vivem causando confusão e criando polêmicas,  o pior é que eles sempre se divertem com isso, e enquanto o povo ainda tá assimilando as coisas,  eles já passaram para outra. É numa dessas que nosso mocinho propõem que Freyja finja ser sua noiva por algum tempo – só para evitar que sua tia o obrigue a casar com sua prima – ela aceita prontamente, isso também irá ajuda-la e dará uma movimentada nas coisas,  uma Bedwyn não nasceu para a vida pacata. Mas isso é romance né e a consequência geralmente é o amor.


Outros pontos altos do livro são as primas do Joshua e a interação dele com elas, quando os Bedwyn resolvem fazer uma visita, tudo fica melhor e mais divertido. Os personagens secundários são excelentes. Temos todos os irmãos de Freyja participando ativamente da história, assim como as esposas daqueles que já se casaram. Aí temos toda família de Josh, muita gente legal e divertida, e uma tia odiosa tentando atrapalhar tudo.

Uma leitura altamente recomendada para amantes de um bom livro. No fim, se não for pelo romance,  vale a pena ler pelas cenas hilarias entre os mocinhos. 



Esse livro foi uma cortesia da editora.

04 fevereiro 2016

[Resenha] Segredos de uma noite de verão - @editoraarqueiro

Nome: Segredos de uma noite de verão - Livro 1
Autor(a): Lisa Kleypas
Páginas: 288
ISBN: 9788580414271
Editora: Arqueiro
Ano de lançamento: 2015
Comprar: Saraiva, Submarino, Americanas

Apesar de sua beleza e de seus modos encantadores, Annabelle Peyton nunca foi tirada para dançar nos eventos da sociedade londrina. Como qualquer moça de sua idade, ela mantém as esperanças de encontrar alguém, mas, sem um dote para oferecer e vendo a família em situação difícil, amor é um luxo ao qual não pode se dar. Certa noite, em um dos bailes da temporada, conhece outras três moças também cansadas de ver o tempo passar sem ninguém para dividir sua vida. Juntas, as quatro dão início a um plano: usar todo o seu charme e sua astúcia feminina para encontrar um marido para cada, começando por Annabelle. No entanto, o admirador mais intrigante e persistente de Annabelle, o rico e poderoso Simon Hunt, não parece ter interesse em levá-la ao altar – apenas a prazeres irresistíveis em seu quarto. A jovem está decidida a rejeitar essa proposta, só que é cada vez mais difícil resistir à sedução do rapaz. As amigas se esforçam para encontrar um pretendente mais apropriado para ela. Mas a tarefa se complica depois que, numa noite de verão, Annabelle se entrega aos beijos tentadores de Simon... e descobre que o amor é um jogo perigoso. No primeiro livro da série As Quatro Estações do Amor, Annabelle sai em busca de um marido, mas encontra amizades verdadeiras e desejos intensos que ela jamais poderia imaginar.

Londres,1841. É nessa época que se passa "Segredos de uma noite de verão". Eu confesso que de início não me simpatizei muito pela nossa donzela Annabelle Peyton, minha veia feminista gritou um bocado (rsrs), mas tudo é questão de analisar o livro que temos em mãos e compreendermos o cenário em que a história contada se passa, que as coisas vão se assentando e gostei da história contada por Lisa Kleypas.

"Segredos de uma noite de verão" é o primeiro livro da série "As quatro estações do amor", publicada pela Editora Arqueiro. Seguida por "Era uma vez no outono", "Pecados no inverno" e "Escândalos na primavera". Cada um narra a história de uma moça casadeira: Anabelle, Evie e as irmãs americanas Lilian e Daisy. 


A amizade entre elas começa num baile onde nenhuma delas consegue um pretendente "adequado", então fazem um pacto para conseguir o marido ideal para cada uma delas, iniciando por Anabelle. E o fator que eu mais gostei nesse livro foi justamente esse, a amizade entre as meninas, que na ingenuidade de cada uma buscam ajudar umas as outras, mas a falta de experiência faz com que elas se metam em muitas situações inadequadas, tornando o livro bem divertido.

O contexto histórico e cultural da época onde se passa a história influencia e muito. O cenário que temos é Londres, século XIX. Onde título contava mais do que caráter e uma donzela sem dote estava praticamente condenada a dois possíveis destinos: ficar solteirona ou ser a amante sustentada.


Anabelle não é uma moça sem caráter, porém levava muito a sério essa questão de conquistar um título de nobreza através do casamento, frequentar o high society londrino e manter a pose, é claro. O problema é que ela é uma falida, não tem dote para fisgar um bom marido e possui um orgulho que vou lhes dizer, dá nos nervos. 

Anabelle prefere acabar como amante de um nobre do que casada com um cara como Simon Hunt, que é um  partidão mas não passa de um comerciante que através de muito trabalho, enriqueceu. Confesso que isso me irritou bastante, porque eu não compreendo essa lógica, mas enfim, o contexto é tudo nesse caso.


Simon Hunt é um comerciante que até frequenta as altas rodas e tem alguns amigos nobres, mas não faz questão alguma de agradar ninguém. Não vê a menor utilidade num título que não gera renda e não tem nenhum respeito por quem vive de aparências. Pois bem, romance de cão e gato é o que teremos!

Enquanto Anabelle persegue um nobre, Simon persegue Anabelle e aí é que está. Eles vão se envolvendo pouco a pouco e o que era um flerte e uma possível noite de luxúria se transforma. Por falar em luxúria... rsrsrs têm muita!!! Simon dá bobeira não rsrs (tem um momento em que ele diz: “ Me deixe mimá-la. Me deixe tomar conta de você. Você nunca teve ninguém em quem se apoiar,teve? Eu tenho ombros fortes,Anabelle!” ...eu reflito: Como Anabelle tem auto controle para rejeitar esse sujeito!!!)


Imaginem: uma donzela desesperada por um marido e três amigas doidas como ajudantes, um homem que não se dobra mesmo quando é desdenhado, uma festa em uma casa de campo que durará dias... isso tudo é apenas a metade do livro! O restante fica a cargo de vocês, pode confiar, vocês vão se surpreender.

Como sempre a editora caprichou na diagramação, a capa é linda, livro com páginas amareladas, bem revisado e a fonte no tamanho ideal para a leitura.


Esse foi o primeiro livro que li da Lisa Kleipas, confesso que no início não achei muito legal, mas a autora dá uma reviravolta muito boa na história e no final... amei o fim! A narrativa é bem construída, possui um bom ritmo e a escrita da autora é daquelas gostosas de ler, bem leve, deixando aquele gostinho de quero mais no final.

Resumindo: Estou lascada! Me apaixonei por mais uma série, que venham os próximos três volumes. Nunca mais vou conseguir estudar rsrs

 Até! :)

Esse livro foi uma cortesia da editora.

29 janeiro 2016

[Resenha] O último dos canalhas - @editoraarqueiro

Nome: O Último dos Canalhas
Autor(a): Loretta Chase
Páginas: 304
ISBN: 9788580414752
Editora: Arqueiro
Ano de lançamento: 2015
Comprar: Saraiva, Submarino

O devasso Vere Mallory, duque de Ainswood, está pronto para sua próxima conquista e já escolheu o alvo: a jornalista Lydia Grenville. Só que desta vez, além de seduzir uma bela mulher, ele deseja também se vingar dela.
Ao se envolver numa discussão numa taverna, Vere foi nocauteado por Lydia e se tornou alvo de chacota de toda a sociedade. Agora ele quer dar o troco manchando a reputação da moça.
Mas Lydia não está interessada em romance, principalmente com um homem pervertido feito Mallory. Em seus artigos, ela ataca nobres insensatos como ele, a quem considera a principal causa dos problemas sociais.
Nesse duelo de vontades, Vere e Lydia se esforçam para provocar a derrota mais humilhante ao mesmo tempo que lutam contra a atração que o adversário lhe desperta. E, nessa divertida batalha de sedução e malícia, resta saber quem será o primeiro a ceder à tentação.

Estamos de férias né, que maravilha, então aproveitei e larguei minhas apostilas de lado, comecei um livro do qual eu não sabia muita coisa e fiz uma excelente troca... Amei "O Último dos Canalhas", da autora Loretta Chase.

A respeito desse livro, eu só sabia que era um romance histórico, gênero ao qual eu só havia lido um livro até hoje, mas gostei demais. A Editora Arqueiro publicou dois volumes até o momento: "O Príncipe dos Canalhas", que traz a história de Jessica e Sebastian, o Marquês de Dain, porém mais conhecido como Lorde Belzebu. Inclusive este livro ganhou o prêmio de melhor romance histórico. Eu ainda não o li, mas fiquei curiosíssima, já será minha próxima leitura, passando a frente de outros títulos... Me apeguei nesse tipo de romance que vocês nem imaginam.


Em "O Último dos Canalhas", Jessica e Lorde Dain aparecem. Não é um fator que atrapalhe a leitura, mas se não quiser saber o fim da história  deles, sugiro que leia "O Príncipe dos Canalhas" primeiro.

Vere Mallory é o último dos Mallory - o último dos canalhas - o Duque de Ainswood. O prólogo narra o motivo do Duque estar tão avesso a afeiçoar-se às pessoas, já viu mortes demais em sua família. Inclusive de Robin, o sexto duque, filho de seu querido primo Charlie, a morte de um menino tão doce, mexe muito com ele, ao qual o próprio sobrenome já funciona como uma maldição: Mallory significa infeliz ou azarado. Mas no caso de Vere é só cretinice mesmo.


Lydia Grenville, a nada mocinha da história. Aliás, palmas para Loretta Chase que cria protagonistas maravilhosas. São mulheres a frente de seu tempo, que lutam por aquilo que querem, donas do próprio nariz e que não se rendem às imposições da época, Lydia é incrível!

Jornalista, Lydia escreve para o jornal Argus, além de matérias investigativas escreve também um folhetim ficcional que dá o que falar. É órfã e sua descendência familiar tem algumas particularidades que vocês só saberão lendo e o melhor de tudo,  Lydia tem uma alma boa, resgata meninas inocentes das mãos de uma perigosa cafetina e ainda por cima anda por todo o lado acompanhada de Susan, uma  cadela gigantesca da raça mastim, ou seja, Lydia é maravilhosa! Não se deixa abater e não admite que a governem. Daí vocês imaginam os confrontos desses dois explosivos personagens.


Eles se encontram da forma mais inusitada possível, enquanto Lydia está em uma perseguição e Vere a atrapalha completamente topando em seu caminho. Os encontros convenientes (e inconvenientes) são os melhores desses dois e acabam sendo os mais divertidos para o leitor.

Outros fatores que são positivos neste livro é a escrita leve e bastante divertida da autora, que usa expressões antigas e espirituosas, um toque de humor na medida certa. Um bom livro e romance fofo para passar o tempo, inclusive estou escrevendo esta resenha, esticadinha numa espreguiçadeira, de frente pro mar no litoral do Rio de Janeiro, céu azulzinho, mar mais azul ainda!

 bjs, queridos.
Até!

(Resenha escrita pela Milena)

26 janeiro 2016

[Resenha] O Conde Enfeitiçado - @editoraarqueiro

Nome: O Conde Enfeitiçado
Série: Os Bridgertons - Livro 6
Autor(a): Julia Quinn
Páginas: 304
ISBN: 9788580414400
Editora: Arqueiro
Ano de lançamento: 2015
Comprar: Saraiva, Livraria Cultura, Extra

Toda vida tem um divisor de águas, um momento súbito, empolgante e extraordinário que muda a pessoa para sempre. Para Michael Stirling, esse instante ocorreu na primeira vez em que pôs os olhos em Francesca Bridgerton.
Depois de anos colecionando conquistas amorosas sem nunca entregar seu coração, o libertino mais famoso de Londres enfim se apaixonou. Infelizmente, conheceu a mulher de seus sonhos no jantar de ensaio do casamento dela. Em 36 horas, Francesca se tornaria esposa do primo dele.
Mas isso foi no passado. Quatro anos depois, Francesca está livre, embora só pense em Michael como amigo e confidente. E ele não ousa falar com ela sobre seus sentimentos – a culpa por amar a viúva de John, praticamente um irmão para ele, não permite.
Em um encontro inesperado, porém, Francesca começa a ver Michael de outro modo. Quando ela cai nos braços dele, a paixão e o desejo provam ser mais fortes do que a culpa. Agora o ex-devasso precisa convencê-la de que nenhum homem além dele a fará mais feliz.
No sexto livro da série Os Bridgertons, Julia Quinn mostra, em sua já consagrada escrita cheia de delicadezas, que a vida sempre nos reserva um final feliz. Basta que estejamos atentos para enxergá-lo.

Definitivamente não sei porque demorei tanto tempo para ler outro livro da série "Os Bridgertons", já que gostei tanto do primeiro e sou completamente apaixonada por romances de época.

Em "O Conde Enfeitiçado" vamos conhecer Francesca, a sexta Bridgerton. Francesca casou recentemente com John e se tornou a Condessa de Kilmartin. John e Francesca tem uma relação muito boa de amor e amizade, os dois são a coisa mais linda e me conquistaram logo de cara. Ela, John e Michael formam o trio perfeito. Michael e John são primos, mas diferente de John, Michael não é rico e nem possui um titulo importante, porém para ele aquilo nunca foi um problema, vivia razoavelmente bem, saia as noites e tinha até uma certa fama, conhecido como o "Devasso Alegre" (porque será, né?).


Michael e Francesca sempre foram muito amigos. Aquele tipo de amizade com implicâncias, provocações, e boas risadas. Entretanto, ele era completamente apaixonado por Francesca, mas nem ela, nem ninguém soube disso, era algo que ele guardava somente para si e também de que adiantava já que ela era casada com seu primo, certo?

Em uma tarde qualquer, Michael acompanha Francesca numa caminhada, já que John estava se sentindo indisposto e quando chegam em casa Francesca se depara com seu marido imóvel sobre a cama, em outras palavras, morto. Confesso que para mim isso foi um choque já que tinha simpatizado tanto com casal. E antes que me perguntem, isso não é spoiler, pois está na sinopse do livro.


Depois do acontecido, a amizade de Michael e Francesca fica um pouco abalada. Ela precisava de consolo e de seu melhor amigo e ele não estava sabendo lidar com as próprias emoções, pois além de tudo isso, era o próximo na linha de sucessão para o titulo de Conde, algo que ele não almejava nem um pouco, a pressão sobre ele estava muito forte.

"Desejara Francesca. Apenas isso. Mas não dessa forma. Não àquele preço. Jamais invejara a boa sorte de John. Jamais invejara o título, o dinheiro ou o poder dele. Invejara apenas a sua mulher."

Passa um curto período de tempo, ele e Francesca se encontram de novo, um encontro nada agradável diga-se de passagem e Michael toma a decisão de ir para Índia, onde fica por quatro anos.


Quatro anos depois e Michael decide voltar para casa, agora um Conde, as coisas estão um pouquinho diferente para ele, mas ao reencontrar Francesca ele percebe que seus sentimentos por ela continuam os mesmos.

Contudo, logo após isso, todos insistem para que Michael se case, afinal de contas ele precisa de um herdeiro para seu título e tentam de várias formas apresentar as mulheres das melhores famílias para ele, mas mal percebem que a única mulher que quer está bem ali debaixo de seu nariz.


Mais uma vez Julia Quinn nos apresenta uma história encantadora, usando como cenário principal Londres do século XIX. Mas devo confessar que o livro demorou um pouquinho para me prender, até mais ou menos a página 100 eu estava achando o livro bom, porém apenas isso. Não aquela coisa que me fazia suspirar pelos personagens e me apaixonar pela história. Entretanto, de uma forma quase imperceptível, me vi num ótimo ritmo de leitura e depois disso não consegui mais larga-lo.

Antes de dar inicio a leitura, me disseram que esse não era o melhor livro da série "Os Bridgertons" e eu estava com certo receio de não gostar da história, mas resolvi tirar minhas próprias conclusões e vi que estava completamente enganada. Uma das coisas que mais gostei em toda a trama, foi o fato de que dessa vez era o mocinho que escondia seus sentimentos e não o contrario, como costumamos ver. Eu não consigo resistir de forma alguma a mocinhos literários, principalmente se eles forem como os personagens desse livro, contudo, só consigo pensar no quanto Michael é maravilhoso, além de passar momentos difíceis por esconder seus sentimentos e assumir o lugar do primo. Tudo muito conflitante, até mesmo para nós leitores.


O livro é narrado em terceira pessoa, a diagramação está simples, mas com um espaçamento bom, uma letra do tamanho certo e páginas amareladas, que só mantiveram a leitura agradável. Para mim, a capa deste livro é uma das mais bonitas, achei que combinou bastante, a editora manteve o mesmo padrão das outras, só preciso ressaltar que diferente dos outros livros, nesse encontrei alguns erros de revisão e em algumas partes me incomodou bastante.

Enfim, "O Conde Enfeitiçado" é um livro maravilhoso! Uma boa recomendação para quem gosta de romances de época, eu mesma sou completamente apaixonada e suspeita para falar. Divertido, apaixonante, encantador, fácil de ler! No entanto, só consigo pensar que a cada livro que leio de Julia Quinn tenho mais certeza de que ela é uma Jane Austen contemporânea.




Esse livro foi uma cortesia da editora.

17 novembro 2015

[Resenha] A Promessa da Rosa - @NovoSeculo

Nome: A Promessa da Rosa
Autor(a): Babi A. Sette
Páginas: 432
ISBN:  9788542805550
Editora: Novo Século
Ano de lançamento: 2015
Comprar: Amazon, Saraiva

Século XIX: status, vestidos pomposos, carruagens, bailes… Kathelyn Stanwell, a irresistível filha de um conde, seria a debutante perfeita, exceto pelo fato de que ela detesta a nobreza; é corajosa, idealista e geniosa. Nutre o sonho de ser livre para escolher o próprio destino, dentre eles inclui o de não casar-se cedo. No entanto, em um baile de máscaras, um homem intrigante entra em cena… Arthur Harold é bonito, rico e obstinado. Supondo, por sua aparência, que ele não pertence ao seu mundo, à impulsiva Kathelyn o convida a entrar no jardim – passeio proibido para jovens damas. Nunca mais se veriam, ela estava segura disso. Entretanto, ele é: o nono duque de Belmont, alguém bem diferente do homem que idealizava, só que, de um instante a outro, o que parecia a aventura de uma noite, se transforma em uma paixão sem limites. Porém, a traição causada pela inveja e uma sucessão de mal-entendidos dão origem ao ciúme e muitas reviravoltas. Kathelyn será desafiada, não mais pelas regras sociais ou pelo direito de trilhar o próprio caminho, e sim, pela a única coisa capaz de vencer até mesmo a sua força de vontade e enorme teimosia: o seu coração.

Desde que esse livro foi lançado tinha muita curiosidade em saber do que se tratava a historia. Sou completamente apaixonada por romances de época (ou históricos, se preferirem) e esse por ser nacional, me deixou ainda mais curiosa.

A história acontece em Londres de 1840. Onde vamos conhecer Kathelyn Stanwell, uma jovem que está prestes a estrear na temporada de bailes, que só não aconteceu antes por seu gênio indomado. Nossa mocinha é fascinada por mitologia e possui uma personalidade um tanto diferenciada das mocinhas da época, ela gosta de aventuras, andar a cavalo e faz de tudo para conseguir ler os livros que eram considerados inadequados para mulheres naquela época.


Kathelyn faz parte de uma família que gosta de seguir tudo dentro dos conformes, seu pai é Conde e um homem muito rígido, capaz de qualquer coisa para manter a reputação de sua família e principalmente seu título.

Arthur Harold é um homem lindo, rico, solteiro e é Duque. Está à procura de uma esposa, afim de criar uma família e poder viver tranquilamente, já que possui seus trinta anos.


Arthur e Kathelyn se conhecem em um baile de máscaras, onde todos estavam fantasiados e a mulher de azul, nomeada como "Dama da Noite", mexe com sua cabeça, em um momento totalmente inusitado, onde Kathe é pega abrindo com uma forquilha a sala de relíquias do Lorde Withmore, anfitrião do baile

O fascínio de Arthur por Khate fica evidente desde o começo, mas a nossa mocinha não quer saber de relacionamentos com o sexo oposto, decidiu que se casará apenas por amor e aí de quem entrar em seu caminho para atrapalhar o que planejou.


Kathe porém, também fica um pouco curiosa com relação a Arthur, não sabia quem ele era, mas desejava que não o visse novamente, pois não queria correr o risco de que ele contasse a seus pais sobre o beijo que trocaram, assim ela ficaria mal falada e as chances de se casar no futuro seriam mínimas.

Mas os dois voltam a se encontrar e nosso Duque querendo conhecer mais aquela mulher resolve corteja-la. Entretanto, enganam-se se pensam que Kathe caiu assim tão fácil nas lábias desse nobre homem.


Tretas. É um livro que possui muitas tretas. Daquelas bem cabeludas que chegamos a pensar "Ferrou! Agora vai dar tudo errado!" E aí nos deparamos com outra reviravolta e um final feliz que deixa os leitores com um sorriso bobo.

"A Promessa da Rosa" é um livro bem diferente do que estava imaginando. Esperava algo mais comum ao qual estou acostumada a ler, pelo menos em relação aos romances de época. Devo confessar que a autora foi bastante corajosa por ter abordado muita coisa, que até eram bastante comuns naquele tempo, mas que eram mantidas debaixo dos panos. Como por exemplo, um pai dominador.


Tirando esses por menores, "A Promessa da Rosa" é um livro maravilhoso, delicado e escrito de forma perfeita. A narrativa por ser em terceira pessoa, achei bastante fluida, é um livro de 400 páginas que não percebemos passar, quando nos damos conta já chegamos ao final dele ansiando por mais.

Sem dúvida alguma o livro se tornou um dos meus nacionais favoritos. Babi A. Sette é uma autora que deve ser lida por todo amante da leitura.

Beijos!

14 outubro 2015

[Resenha] Manhã de Núpcias - @editoraarqueiro

Nome: Manhã de Núpcias - Os Hathaways IV
Autor(a): Lisa Kleypas
Páginas: 272
ISBN: 9788580412895
Editora: Arqueiro
Ano de lançamento: 2014
Comprar: Saraiva, Submarino, Livraria Cultura

Quando herdou o título de lorde Ramsay, Leo Hathaway e sua família passavam por um dos momentos mais difíceis de sua vida. Mas agora as coisas vão bem. Três de suas quatro irmãs já estão casadas, uma preocupação que Leo nunca teve consigo mesmo. Solteiro inveterado, ele tem uma certeza na vida: nunca se casará.
Mas então a família recebe uma carta que pode pôr tudo isso em risco: se Leo não arrumar uma esposa e gerar um herdeiro dentro de um ano, ele perderá o título e a propriedade onde todos vivem.
Solteira e sem pretendentes, a governanta Catherine Marks talvez seja a única salvação da família que a acolheu com tanto carinho. O único problema é que Leo não compartilha do mesmo afeto que suas irmãs têm pela moça.
Para ele, Catherine é uma megerazinha cheia de opinião que fala demais. Apesar de irritá-lo e quase o levar à loucura, ela é a primeira – e única – mulher com quem ele considera se casar.
Catherine, por sua vez, tem uma opinião igualmente negativa a respeito do patrão. Além disso, ela esconde alguns segredos do passado e um deles pode destruir a vida que tão cuidadosamente construiu para si.
Agora Leo e Catherine precisam um do outro, mas para vencer as dificuldades e consertar as coisas eles terão que superar as turras e as diferenças, num romance intenso e sensual que só Lisa Kleypas poderia ter escrito.

Quem me acompanha aqui no blog sabe que sou completamente apaixonada por romances de época, para mim uma das melhores coisas que a Editora Arqueiro fez, foi investir neles, uns até bem pouco conhecidos por serem originalmente romances de banca. "Os Hathaways" foi uma das melhores séries que já li do gênero, senão a melhor, adoro a forma como as autoras do gênero constroem os enredos e as características dos mocinhos, totalmente fora dos padrões da época.

Vamos então ao quarto livro da série, e o mais aguardado - pelo menos para mim. "Manhã de Núpcias" terá como protagonista um dos meus personagens preferidos, o atrevido, engraçado e mais charmoso dos irmãos Hathaways, o Leo! (♥)


Ao ler os outros livros, somos apresentados a todos os personagens e chega uma altura da história que já sabemos quais serão os protagonistas dos volumes seguintes, por isso quando cheguei ao quarto livro não me aguentava de ansiedade para descobrir o que iria acontecer mesmo tendo uma ideia.

Leo é um personagem que vem amadurecendo ao longo dos livros, começando com "Desejo à meia-noite" quando ele era um bêbado que não queria nada com vida, passando a ser um homem responsável que agora cuida de suas irmãs e da propriedade. Entretanto, Leo é um homem que sofreu muito na minha e um de seus maiores sofrimentos foi ter perdido a noiva para uma doença que matou muitas pessoas na época.


Leo e Cat se odeiam. A rincha entre os dois vem crescendo desde o segundo livro, onde sempre que se viam se alfinetavam e Leo tentava se convencer de era indiferente ao desprezo dela, porém, apesar das implicâncias entre eles, Leo não pode negar que a acha fascinante.

Neste livro, os Hathaways estão correndo um grande risco de perder a mansão para a Condessa Ramsay e sua filha. Mas a casa tem valor inestimável para eles e a condição para que isso não aconteça é Leo que se case e produza um filho no período de um ano. O problema é que Leo não que saber de casamento, nem que seja apenas um de faixada.

Inevitavelmente, no meio de toda essa confusão, Leo e Cat acabam se aproximando e... Bom já devem imaginar o que acontece, certo? Tretas, muitas tretas que não posso contar.


"Manhã de Núpcias" é um livro maravilhoso! Apesar de ser cheio de clichês, Lisa Kleypas não deixa nada a desejar quando o assunto é romance. Mas, embora tenha gostado muito, preciso dizer que a partir da metade do livro a narrativa perdeu um pouco o ritmo, se tornando também em algumas partes, repetitiva com relação aos personagens principais.

No entanto, apesar disso, Lisa nos apresenta um enredo ótimo, com personagens envolventes e divertidos, adoro a forma como a autora escreve, narrando um livro em terceira pessoa com uma escrita simples, fazendo com que a narrativa flua fácil para o leitor.


"Manhã de Núpcias" é sem dúvida uma leitura recomendada, e mesmo fazendo parte de uma série independente, no caso deste pelo menos, acho que a leitura dos outros seja importante, pois causam uma expectativa maior e tenho certeza que no final a opinião será diferente. A série "Os Hathaways" é uma leitura obrigatória para os fãs de romance de época!



04 agosto 2015

[Resenha] O Príncipe dos Canalhas - @editoraarqueiro

Nome: O Príncipe dos Canalhas
Autor(a): Loretta Chase
Páginas: 288
ISBN: 9788580413991
Editora: Arqueiro
Ano de lançamento: 2015
Comprar: Saraiva, Submarino

Sebastian Ballister é o grande e perigoso marquês de Dain, conhecido como lorde Belzebu: um homem com quem nenhuma dama respeitável deseja qualquer tipo de compromisso. Rejeitado pelo pai e humilhado pelos colegas de escola, ele nunca fez sucesso com as mulheres. E, a bem da verdade, está determinado a continuar desfrutando de sua vida depravada e pecadora, livre dos olhares traiçoeiros da conservadora sociedade parisiense. Até que um dia ele conhece Jessica Trent...
Acostumado à repulsa das pessoas, Dain fica confuso ao deparar com aquela mulher tão independente e segura de si. Recém-chegada a Paris, sua única intenção é resgatar o irmão Bertie da má influência do arrogante lorde Belzebu.
Liberal para sua época, Jessica não se deixa abater por escândalos e pelos tabus impostos pela sociedade – muito menos pela ameaça do diabo em pessoa. O que nenhum dos dois poderia imaginar é que esse encontro seria capaz de despertar em Dain sentimentos há muito esquecidos. Tampouco que a inteligência e a virilidade dele pudessem desviar Jessica de seu caminho.
Agora, com ambas as reputações na boca dos fofoqueiros e nas mãos dos apostadores, os dois começam um jogo de gato e rato recheado de intrigas, equívocos, armadilhas, paixões e desejos ardentes.

Primeiro, antes de começar a resenha preciso dizer que uma das melhores coisas que a Editora Arqueiro fez foi, publicar romances históricos. E de todos os livros que li esse está entre os melhores.

Mas agora vamos a história... Sebastian Ballister, Lorde Belzebu ou Marquês de Dain é um homem horrível, tanto de aparência quanto de personalidade. Abandonado pela mãe quando era criança, Sebastian foi rejeitado pelo pai que logo o colocou num colégio interno, onde viveu por toda sua infância, e também sofreu muitos preconceitos por causa de sua aparência.


“O jovem conde de Blackmoor era o garotinho mais feio já visto por toda a Devon - e talvez em toda Cornualha e Dorset também. Era dado a variações de humor, irritava-se facilmente e, de modo geral, não se tratava de uma criança muito agradável. Por outro lado, era apenas um garotinho, que merecia receber algo melhor, pensava ela, do que o Destino tinha lhe dado.”

Após a morte de seu pai, Sebastian já na idade adulta, herda tudo o que um dia foi de seu dele, mesmo não querendo nada. Porém para ele não tinha tanta importância, já que ele nunca se casaria, certo?

Lorde Dain então, parte para París para viver sua vida, sempre rodeado de amigos e com uma fama não lá muito boa e é então que conhece Jessica Trent.


Jessica é uma das melhores mocinhas que pode existir, digna de ser comparada com as heroínas de Jane Austen e que pode te surpreender de todas as formas possíveis. Ela é irmã de Bertie Trent, um dos amigos de Dain e está em París numa missão de livrar seu irmão da influencia de Lorde Belzebu e por mais que não queira, é ela quem não vai conseguir ficar longe dele.

“- Droga - disse ela, fitando o olhar prateado e brilhante da avó. - Não é apenas humilhante, mas também inconveniente. Sinto desejo por Dain. Tinha que ser logo agora. Tinha que ser logo ele.”
Digamos então que um jogo de rato e gato começa depois disso, pois Jessica não vai desistir de livrar seu irmão das garras de Dain, nem que para isso ela arrisque sua reputação e acreditem, ela arrisca.


É impossível negar a atração imediata que os dois sentem um pelo outro, mas como nossos mocinhos são teimosos até o último fio de cabelo, eles vão demorar um pouco para admitir. Enquanto isso, muitos encontros acontecem, bailes e festas até que numa delas... Acontece o que já era esperado por nós leitores.

“ Dain sorveu a doçura de Jessica com sofreguidão. Ele estava seco, ardente, e ela o acalmava e o inflamava ao mesmo tempo. Ela era a chuva fresca, e também uma taça de conhaque quente.”
Não é preciso dizer que os protagonistas vão ficar juntos, isso fica claro desde o inicio e não é nenhum spoiler, porém a forma como tudo acontece é que é a grande questão e só lendo para saber, pois além disso tem outras coisinhas que vão deixar o leitor de boca aberta, literalmente.


"O Príncipe dos Canalhas" foi uma das melhores leituras que fiz esse ano. Loretta criou uma história com uma originalidade incrível, não me admira que tenha ganhado o prêmio RITA logo após seu lançamento.

O livro é narrado em terceira pessoa possui uma narrativa bastante fluida e envolvente, prendendo o leitor desde a primeira página, porém sua diagramação possui alguns errinhos, que podem até passar despercebidos. Mas apesar disso preciso ressaltar que em algumas partes do livro os personagens falam em outras línguas (francês e italiano) e o fato de não ter sido traduzido pela editora, nem que fosse como notas de rodapé, me incomodou bastante. Por vezes me vi recorrendo ao tradutor para entender o que era falado.


No mais, só posso dizer que esse livro me conquistou completamente e ao finalizar a leitura fiquei ansiando por uma continuação e louca para ler mais obras da autora, que é maravilhosa! Se você, assim como eu, também é fã de romances de época, não pode deixar de ler este!




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